Jovem de 18 anos é proclamada beatificada na Itália

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Jovem de 18 anos é proclamada beatificada na ItáliaDomingo, 17 de junho, na Diocese italiana de Civita Castellana, foi proclamada beata Cecília Eusepi, que morreu apenas aos 18 anos.

Depois de seu falecimento, no dia 1° de junho de 1987 foram reconhecidas suas virtudes cristãs heróicas.

“Esta jovem que aspirava se tornar religiosa missionária foi forçada a abandonar o convento por causa de uma doença, que foi vivida com uma fé inabalável, demonstrando a grande capacidade do sofrimento para a salvação das almas nos últimos dias de sua existência, em profunda união com Cristo crucificados, repetia: ‘é lindo dar-se a Jesus, que se dou completamente por nós’”, destacou o Papa Bento XVI depois da proclamação do Angelus, neste domingo.

Milagre de Cecília Eusepi

Uma junta médica aprovou por unanimidade, no dia 1° de outubro de 2009, a cura de Thomas Ricci, ocorrida em 4 de agosto de 1959, depois que ele sofreu uma queda acidental. Sua recuperação milagrosa foi a condição necessária para a continuação da causa de beatificação da Serva de Deus Cecilia Eusepi.

Breve história de Cecília Eusepi

Nepi é uma antiga cidadezinha da Tuscia a quarenta quilômetros de Roma. Um dos muitos sonolentos vilarejos que tempos atrás pertenciam à Itália camponesa.

Foi neste ambiente que foi morar Cecília, vinda de Monte Romano uma cidadezinha próxima na qual tinha nascido no dia 17 de fevereiro de 1910, última de onze filhos. Com a mãe viúva e o tio materno estabeleceram-se a três quilômetros do vilarejo, numa propriedade chamada “La massa” que pertencia aos Duques Lante della Rovere, onde o tio trabalhava como caseiro.

Muito vivaz e sensível, Cecília cresceu circundada por um afeto particular, principalmente por parte do tio, a cujos cuidados seu pai, antes de morrer, a tinha confiado. Aos seis anos, como muitas meninas do povoado, foi mandada à escola junto ao mosteiro cisterciense de Nepi que hospedava na comunidade as órfãs de guerra.

Pela destacada sensibilidade e a rapidez de aprendizado de tudo aquilo que lhe ensinavam, as monjas não esconderam a esperança de tê-la um dia entre os muros do claustro. Mas não era a vida monacal que atraía Cecília. Um pouco mais adiante a cem metros do convento, encontrava-se a paróquia de São Tolomeu mantida pelos Servos de Maria, à qual tinha anexo o seminário, que então era lotado de aspirantes sacerdotes para as missões.

Em torno da paróquia de São Tolomeu gravitava toda a vida juvenil do vilarejo. Concluída a escola primária, Cecília passava o seu tempo aqui, e foi neste contexto que amadureceu precocemente e com surpreendente clareza a sua vocação.

Tanto que com apenas doze anos, junto com outras colegas maiores pediu para entrar como terciária na ordem dos Servos de Maria e no ano seguinte, apesar da tenra idade e das tentativas para dissuadi-la por parte dos familiares, obteve do bispo a dispensa para entrar postulante entre as “Mantellates” Servas de Maria. Foi estudar em Roma, em Pistóia e depois em Zara.

Mas a sua aspiração de partir como missionária não se realizaria. Em outubro de 1926, atingida pela doença que dois anos depois a levaria à morte, foi obrigada a voltar para Nepi.

Fonte Canção Nova

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