Bento XVI comenta sobre o perdão de nossos inimigos

Bento XVI comenta sobre o perdão de nossos inimigosNa catequese desta quarta-feira, 15, o papa Bento XVI baseou-se em sua análise no relato dos Evangelho de São Lucas, para fazer sua meditação sobre a oração de Jesus Cristo na Cruz.

Bento XVI comentou que Jesus, no momento da morte, entrega-se totalmente às mãos de Deus-Pai.

“Jesus nos comunica a certeza de que por mais duras que sejam as provas, difíceis os problemas, árduo o sofrimento, não cairemos jamais fora das mãos de Deus”, afirmou o papa.

Segundo as palavras de Jesus, os homens que o crucificam não sabem o que fazem.

“Ao pedir ao Pai que perdoe seus algozes Jesus nos convida ao difícil gesto de rezar por aqueles que nos ofenderam ou prejudicaram sabendo perdoar sempre, a fim de que a luz de Deus possa iluminar seus corações. Isto é, Jesus nos exorta a viver, em nossas orações, a mesma atitude de misericórdia e de amor que Deus tem conosco”.

Papa Bento XVI observa também que a oração de Jesus diante da morte é dramática, assim como o é para todo homem, mas é permeada pela calma profunda que nasce da confiança no Pai e no desejo de se abandonar totalmente a Ele.

Em seu resumo em português, o Bento XVI disse:
“Queridos irmãos e irmãs,

O Evangelho de São Lucas nos transmite três palavras de Jesus na Cruz. A primeira é um pedido de perdão para os seus algozes: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem. Deste modo, Jesus cumpre aquilo que ensinara no Sermão da Montanha: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam. A segunda palavra de Jesus na Cruz é a resposta ao pedido do “bom ladrão”, um dos homens que estavam crucificados com Ele: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.

Jesus está ciente de entrar diretamente na comunhão com o Pai e de abrir de novo ao homem a estrada para o Paraíso de Deus. A última palavra de Jesus é um grito de derradeira entrega a Deus, num ato de total abandono: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Ao colocar-Se inteiramente nas mãos do Pai, Jesus nos comunica a certeza de que por mais duras que sejam as provas, jamais nos encontraremos fora das mãos de Deus, as mesmas que nos criaram, sustentaram e acompanham no caminho da vida, com um amor infinito e fiel.

Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os fiéis brasileiros vindos de Curitiba, a quem exorto a aprender do exemplo da oração de Jesus, uma oração cheia de serena confiança e firme esperança no Pai do Céu, que nunca nos abandona. Que as Suas Bênçãos sempre vos acompanhem! Ide em paz!”.

Fonte: A12

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